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Plano Nacional de Banda Larga - TELEBRAS

MERCADO DIGITAL

 

O GENERLA DA BANDA LARGA

 

O que pensa e o que planeja  Rogério Santanna,

o home, forte das telecomunicações no Brasil.

(Rodolfo Borges – ISTO É DINHEIRO 21/jul/2010)

 

 

Logo que foi escolhido para ocupar a presidência da TELEBRÁS, em maio, com a incumbência de gerir o Plano Nacional de Banda Larga, o engenheiro Rogério Santana fez questão de se reportar ao ex-secretário de Comunicação Luiz Gushiken. “O senhor já foi embora, mas eu ainda estou aqui com aquela missão.”  O dever a que Santanna se refere começou em 2003, quando a falência da AES (dona de 51% da Eletronet) deixou ociosa uma rede de 16 quilômetros de fibra ótica. “Quando Guschiken me chamou, disse que precisava de um general para tratar do assunto. Aceitei o desafio”, lembra Santanna.

 

Durante esse tempo, o engenheiro mecânico, formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), trabalhou para convencer pessoas fora e, principalmente, dnetro do governo – entre elas a cética ministra da Casa Civil Dilma Rousseff – sobre a importância de democratizar o acesso à internet no País. Hoje, ele comemora o sucesso obtido. “ A banda larga virou um tema central e tem força para sobreviver a uma troca de governo”, acredita.

 

Nos próximos seis meses, Santanna – que com o novo cargo se transformou no homem forte do setor de telecomunicações no Brasil – terá que convencer o país de que não apenas a banda larga, mas o plano escolhido pelo governo fará bem ao brasileiros. O retorno de uma estatal como a TELEBRAS, cuja aposentadoria colaborou para o desenvolvimento da telefonia no país, assustou o mercado de telecomunicações. As empresas privadas alegavam que não era necessário o renascimento da empresa. Elas temem também que a empresa passe a competir com elas. Mas Santanna diz que a empresa quer justamente assegurar a competição e inovação no Brasil. “Vai acontecer exatamente o contrário do que o mercado prevê. O negócio vai aquesser”, disse á DINHEIRO. Pelos cálculos do governo, o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) vai movimentar R$ 13 bilhões até 2014 somente em investimento público. Recursos que já atraem empresas como a chinesa ZTE, que anunciou a intenção de construir uma fábrica de equipamentos de infra-estrutura em Campinas. “ A TELEBRAS pode ser nossa cliente”, disse o vice-presidente da ZTE, Wu Zengqi.

 

Para fazer jus à promessas, a TELEBRAS precisa apertar o passo. A nova sede da empresa ainda não foi montada. Dela depende o início do trabalho de 60 técnicos da empresa que estavam cedidos à ANATEL. A empresa já tem estatuto e o presidente será Cezar Álvares, assessor direto do Presidente Lula, amigo de Santanna e a face oculta do projeto que recriou a estatal. A valorização de 36.000% nas ações da TELEBRÁS desde o início do governo Lula – em uma flagrante especulação na qual a CVM nada fez – colaborou para o clima de desconfiança que deve acompanhar a estatal pelo menos nos primeiros meses de existência, e que exige do presidente da empresa constantes desmentidos e garantias. O estatuto permite que a empresa atue na ponta, vendendo planos de internet diretamente aos consumidores. Mas ele garante que esta não é a intenção. Autoriza também comprar empresas fornecedoras, inclusive no exterior.

 

Na semana passada o DEM entrou com ação no Supremo Tribunal Federal para impedir a ativação da TELEBRAS. “As críticas que recebemos são esperadas, mas e se a empresa funcionar, o que vai acontecer com esse discurso de ‘elefante branco’? E se o preço realmente baixar?” questiona. Só quando isso se confirmar, o general terá enfim, cumprido a missão.

 

FONTE: ISTO É DINHEIRO

 

 
 

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