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Discurso do novo Presidente do SENGE-GO (engº Gerson Tertuliano)

 

Ao exercer cargos diretivos no Sindicato dos Engenheiros a mais de 12 anos, tive a oportunidade de conhecer a realidade do dia a dia do sindicato e ter contato com praticamente três administrações distintas, e na gestão que se encerra ocupei a primeira vice-presidência.

 

               Participei ativamente do CREA-GO, na função de conselheiro por dois mandatos sendo que no último fui o  Coordenador da Câmara Especializada de Elétrica

 

               Participo do Clube de Engenharia como conselheiro onde atualmente ocupo a secretaria do Conselho Deliberativo.

   

               A experiência adquirida nesses cargos permite-me hoje, esboçar as premissas iniciais de trabalho que serão desenvolvidas pela Presidência, desafio outorgado por aqueles que me elegeram juntamente com a Diretoria que hoje toma posse, para o próximo triênio

 

              Gerir o SENGE pressupõe a construção de relacionamentos sólidos, não somente os interpessoais com nossos engenheiros, mas também com nossas instituições de engenharia, baseados na ética na confiança na compreensão, na capacidade de ouvir, e na busca do consenso possível diante das circunstâncias de que cada questão deva ser resolvida.

              

               A estrutura do SENGE, a capacidade de gestão administrativa de resolver os conflitos entre capital e trabalho e enfim os recursos colocados a disposição da Presidência não terão êxito e sentido se não tiverem como foco nossos Engenheiros.

 

               Em relação a estes aspectos, a Presidência envidará todos os esforços possíveis, no âmbito de suas limitações, inclusive as de ordem orçamentárias, para cada vez mais atender as necessidades de nossos filiados.

 

               A gestão conjunta, e o dialogo saudável com nossos empregadores, com vista a estabelecer um espaço de trabalho  harmonioso para todos, será a Tonica do Trabalho que pretendemos desenvolver.

 

               Nesta gestão estaremos lutando pela Capacitação Profissional, pela inserção de nossos profissionais no mercado de trabalho, por uma remuneração digna e condizente com os benefícios gerados pela Engenharia, - pela manutenção dos direitos adquiridos, pelo fortalecimento dos sindicatos e por uma maior interação com a sociedade.

 

 

               Receber o Sindicato é tarefa sem dúvida de imensa responsabilidade , porem também é gratificante e sem duvida um desafio à obrigação mínima de manter as conquistas alcançadas pelas gestões anteriores.

 

 

 

 

 

 

              

            O Mercado de trabalho Brasileiro vive hoje um momento mágico de oportunidades, o PAC, o crescimento da construção civil, a indústria apontando índices nunca registrados, a disponibilidade de credito, o fantástico crescimento do PIB, tudo conspira para a hora da valorização do trabalho da Engenharia

 

          Há o registro de que existem cerca de 100 mil vagas abertas no setor de tecnologia da informação, ou de que se procura engenheiros a todo custo, que a Petrobras sozinha vai abrir concurso para cerca de 8 mil funcionários até 2013. O Conselho Federal de Engenharia Arquitetura e Agronomia afirma que se o PAC estivesse deslanchado a pleno vapor, o Brasil estaria com um déficit de mais de 25 mil engenheiros. Mesmo assim com este exuberante numero de vagas abertas há um mistério, existem vários profissionais de engenharia com o perfil que parece ser o procurado pelo mercado, mas não conseguem o emprego que buscam

 

           Vemos opiniões diversas sobre o assunto: que a falta de experiência é a principal dificuldade para o Engenheiro ingressar no mercado de trabalho, que houve desinteresse pela profissão devido a crise com a migração para outras atividades econômicas e que faltam Universidades,

 

          Este mistério tem nome e valor, é a questão da valorização profissional e o baixo salário oferecido.

 

           Quando falamos de valorização, estamos nos referindo principalmente ao salário, nossos empresários e aqui está incluída também a administração direta, que ainda não se conscientizaram que pagar bem ou pagar dentro da lei representa um enorme ganho de motivação e produtividade, e continuam oferecendo salários aviltantes a categoria. Fica aqui o chamamento aos empregadores para que reflitam sobre essa situação.

          

         Destacamos a luta desempenhada pela Federação Nacional dos Engenheiros e pela categoria, principalmente na pessoa de seu presidente o Engenheiro Murilo Pinheiro, aqui representada pela  presidente  em exercício Engª Fátima Co, pelo cumprimento do piso profissional estabelecido pela Lei 4.950. Sofrendo questionamentos especialmente de administrações públicas que não cumprem a obrigação de remunerar seus técnicos de maneira adequada a Lei é objeto de uma Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental, a espera de decisão do STF . Em defesa da categoria a FNE solicitou seu ingresso na ação como amicus curiare, respaldada pelo parecer elaborado a seu pedido, pelo ex-ministro Francisco Resek que em sua argumentação  descarta qualquer conflito com a Constituição Federal e reafirma a total pertinência da legislação

 

           

         Segundo Marcio Pochmam presidente do IPEA ( Instituto de pesquisa econômica aplicada ) o Sindicalismo atravessa momento inédito porque se tornou ator político, o Sindicalismo hoje converge para grandes temas como o  programa Cresce Brasil discutido nos congressos de engenharia desenvolvidos pela nossa FNE e que serviram de base a elaboração do PAC, a luta pelo fortalecimento do salário mínimo, o reajuste da tabela do IR, a atuação mais ativa pela ampliação dos benefícios da previdência, tudo isto aproximou o Sindicato da Sociedade.

 

       O governo adotou uma nova orientação e passou a ter uma atuação mais compartilhada com os sindicatos, não se trata mais apenas de atender uma pauta sindical, mas de abrir espaço na constituição de políticas publicas.

 

         Neste aspecto destacamos a importância de termos uma representação parlamentar firme e parceira, pois vocês parlamentares são imprescindíveis para nos representarem  nas lutas pela manutenção e ampliação de direitos nas disputas das políticas publicas do mundo do trabalho e em relação a nossas demandas corporativistas. Nosso Sindicato estará aberto a todos que queiram esta parceria, seremos políticos, mas não seremos partidários.

 

              Exemplo concreto dessa importante parceria parlamentar na luta institucional foi  o debate e aprovação da “pauta trabalhista” hoje em discussão e que engloba as proposições da redução da jornada do trabalho, salário mínimo, fator previdenciário,e as convenções 151que trata da negociação coletiva no serviço público e 158 que se refere a demissão imotivada , e ainda a discussão sobre trabalho escravo e terceirização entre outras questões.

 

 

               A responsabilidade que me bate a porta é grande não há como duvidar. Estou convicto de que sozinho nossas metas e aspirações cairão no vazio de meros projetos. A união é fundamental para concretização dos objetivos. Estendo aqui as mãos a todos para juntos abrirmos os caminhos do movimento sindical.

 

 

           Caros colegas, o Sindicato não nos pertence, é um patrimônio dos Engenheiros. O destino não nos trouxe até aqui para o insucesso, temos o conhecimento de nossas limitações, mas temos a vontade da superação e o ideal de acertar.

 

            Humildemente invocamos a união de todos, pois tenho a certeza de que o SENGE é o melhor sindicato do Estado de Goiás e unidos, nossa força será decisiva para prosseguir nesta luta de valorizar cada vez mais nossa categoria.

 

              Agradeço neste momento as palavras generosas proferidas pelos que me antecederam e que muito me comoveram, agradeço a Deus por tudo que me propiciou, aos funcionários do Sindicato, FATIMA, WELLINGTON, Dra. CELINA, BRUNO, IDALIA, RENATA, GUIOMAR, Dr. ISONEL, ao meu cunhado Cassem Auad que através do então Deputado e hoje grande amigo Jose Elias Fernandes, me trouxeram para este acolhedor Estado de Goiás, a Irma Maria Terezinha, a minha esposa Clice, aos meus filhos engenheiros Gabriel Engenheiro Diego e Cintia universitária de Engenharia, que sempre me apoiaram em todos os momentos.

 

             Queira Deus que no crepúsculo deste triênio possamos entoar inspirado em Milton Nascimento, O Sindicato foi onde o Engenheiro esta, assim deve ser e assim será.

 

 FONTE: SENGE

             

 

 

 

                

 

            

 


 
 

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