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Perdas para engenharia goiana
Perdas para a engenharia goiana
Edésio Daher e Márcio Naves, ambos conselheiros do Crea-GO, participavam ativamente dos trabalhos da autarquia
Sua alegria contagiava a todos que estavam ao seu redor. Profissional dedicado, o engenheiro civil e consultor Edésio Daher Filho foi alvo de uma fatalidade, segundo amigos mais próximos. Ele faleceu no dia 13 de novembro, vítima de grave acidente ocorrido na rodovia BR-153, no município de Nova Glória, no norte do Estado. Natural de Ipameri, Edésio tinha 55 anos e deixa a esposa Ângela Maria Áurea dos Santos Daher, as filhas Ludmilla Áurea Daher Moreira, 28 anos, e Marília Áurea Daher, 18, além do neto Marco Daher Moreira, de 10 meses.
Edésio graduou-se pela Universidade Federal de Goiás em 1979. Desenvolveu várias atividades na iniciativa privada e no setor público, sobretudo na elaboração de projetos e construção de empreendimentos imobiliários e equipamentos sociais (creches, estabelecimentos de ensino e parques), tanto na capital quanto no interior. Em seu currículo, duas obras significativas foram a edificação da Casa de Prisão Provisória (CPP) e a do Centro de Convenções de Goiânia.
O engenheiro militou com muita ênfase no Crea-GO, a partir de janeiro de 1997. Até dezembro de 2003, foi, respectivamente, conselheiro suplente e titular da autarquia. Naquele ano, assumiu a primeira vice-presidência na gestão do engenheiro agrônomo Francisco de Almeida. Tornou-se novamente conselheiro titular entre janeiro de 2005 e dezembro de 2007, sendo reconduzido no mês seguinte. Seu mandato terminaria em dezembro de 2010. Atualmente era coordenador-adjunto da Câmara Especializada de Engenharia Civil e Agrimensura. Um nome a ser lembrado por todos, símbolo da engenharia civil em Goiás.
MÁRCIO NAVES
Alto, carismático e sempre disposto a ajudar, o engenheiro agrônomo Márcio Naves, falecido no dia 15 de novembro, aos 42 anos, também era conselheiro do Crea-GO como representante da Associação dos Engenheiros Agrônomos do Estado de Goiás (Aeago). A notícia pegou os familiares e amigos de surpresa. Esse sentimento, porém, deu lugar à revolta, pois a causa da morte ainda permanece um mistério – os médicos não souberam explicar o que aconteceu. Primeiro suspeitou-se de dengue, depois de meningite e, por último, da gripe tipo A. O engenheiro nasceu na cidade de Araguaína (TO) em 19 de maio de 1967. Márcio deixa a esposa Lígia Valéria de Carvalho, natural de Brasília, e a filha Bárbara Naves de Carvalho, de 17 anos.
Formado pela Faculdade de Ciências Agronômicas de Itumbiara em 1991, Márcio começou a trabalhar em Tocantins, graças à influência do pai, e liderou campanha para desmembrar o então Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Goiás e Tocantins (Crea-GO/TO) em unidades estaduais. Na fundação da autarquia tocantinense, em 1993, foi presidente interino durante seis meses.
Em Goiás, Márcio participou da campanha que elegeu o engenheiro Gerson Taguatinga à presidência do Crea-GO. Empossado como conselheiro em 2 de fevereiro, seu mandato terminaria em 2011. Sempre atuante em sua área, integrou a Câmara Especializada de Agronomia, a Comissão de Estudo de Renovação do Terço e o Grupo de Trabalho sobre Engenharia Química, Alimentos e de Produção. Márcio alimentava um sonho: eleger-se presidente da entidade. Segundo os colegas, ele seria um grande nome que brilharia na principal cadeira da autarquia goiana.
FONTE: REVISTA CREA/GO
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